Flexas Contra o Muro
O medo de não saber é o arco,
e tentamos ser
quem sabemos que nunca seremos,
e tentamos ver
o que sabemos que nunca fizemos.
A vontade de viver e ser feliz é a flexa,
e tentamos entender o que se passa ao redor,
sem saber que somos nós
que escolhemos o viver.
O coração cansa,
mas o amor não.
Não pense que não sei
que a vida é bem difícil...
Sorrir, chorar, reflexos torpes
de nossas almas já também cansadas
de tudo isso, mas amedrontadas
pela sombra da solidão.
Do que eu sei, não sei dizer,
mas meus olhos deixam escapar
uma dor já refinada pelos
anos que passaram, sem nada trazer
mas que tudo levaram.
Sei que a vida é bem difícil... mas,
já que estamos aqui, nos resta viver.
E agora, o muro é o que há
entre eu e você.
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Mostrando postagens de julho 29, 2001
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"A possibilidade
de arriscar
é que nos faz homens.
Vôo perfeito
no espaço que criamos.
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos.
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos.
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos."
O poeta falou e calou-se
e havia dor em suas palavras e
amargor em seus olhos...
Ah Lyma, você bem sabe que a vida é assim.
Mais um sonho escorre,
areia entre dedos,
d e s i l u s ã o.
O poeta então sorri (como sempre o fez diante da dor)
e sente que esta solidão
é parte eterna de si
e lembra como a noite pode ser fria.
Lembra também do mar,
insistente sobre as pedras,
é nisto que pensa o poeta quando tudo mais o força a desistir.
Abre asas novamente
no próprio espaço que criou,
plumas anjelicais alçam vôo
ao horizonte,
e uma voz que o acompanha sempre ecoa em sua mente:
"Lyma, é hora de acordar".